domingo, 26 de setembro de 2010

A despedida

keiciane guedes




Era meia noite quando briguei com Marta, na hora nem vi o tapa, agredi o meu amor, meu único e verdadeiro sentimento... Naquela noite tinha desconfiado dela estar se encontrando com o porteiro, então desci as escadas, numa rapidez, fingindo ser racional (me lembrando de tudo, sangue no olhar) fingi que ia pedir informação e arranquei estirpe de sua boca, foi um soco tão forte, mau pude acordar e vê a merda que havia feito.... O jovem se levantou dirigindo o dedo para meu rosto, agredia-me com insultos, falava coisas como (sua mulher não merece um cafajeste como você, seus filhos se envergonham dos teus atos ciumentos ) blá blá blá..



Estava com tanta raiva,queria sangue e morte, depois do acontecido subi até o apartamento(estava claro que tinham um caso) , segurei marta pelos braços, xinguei de tudo que vinha a minha mente, senti um quente nas costa o moço da portaria havia seguido para resolver o problema, ele me golpeou com uns socos e chutes, nada demais estava enfurecido não sentia nem via nada...



Apavorado com o que tinha feito, desci as escada fugindo desolado(as fixas estavam caindo,eu estava no fim do poço, me sentindo um lixo, nojento,foragido,bêbado de sono e dor, molhado de suor, infelicidades...lágrimas, como se fosse o mocinho com culpa, a era de todos....No exato momento em que sai do condomínio, três caras que tinha roubado o banco em frente me seguraram e fizeram-me de escudo para despistar os polícia, não é ironia do destino...cometi um crime, tudo acabara ali para mim, pois nas trocas de tiros entre ladrões e PM perdi a vida, minha única certeza,dali poderia corrigir tudo,escrever um novo começo ou fim...



Meia hora depois, seu corpo estava estendido no asfalto , filhos ali desesperados...



Não sei como explicar acordei leve parecia ter ficado dormindo uns 7 dias seguidos,estava animado disposto e enxergava perfeitamente, visto que usava óculos é como se andasse, dissesse e agisse com o poder da mente, percebia todos os estímulos da cidade frenética(bem movimentada) só não me relacionava com ninguém,curioso(meus filhos estarem ali desolados) ,fechei os olhos fui em direção aos carros, pensei que pudesse morrer, e nada, parei ali fiquei uns dois minutos, comecei a olha fixamente para o sol que estava nascendo(diferente), tudo rodou, rodou, e apareci na casa de minha avó, já era de manhã isso, senti-me num filme tipo efeito borboleta, em leve drama com mistura de terror e espiritismo continuei a andar de um lado a outro,queria explicação, mais como se não podia falar...



O telefone toca(já estava sentado, ou tentando sentar,puts meu corpo inebria, envolvia-se em nuvem,tudo poderia corta-lo,sem necessidade de dor) minha vó veio coitada devagar, vi tudo, tão devagarim...atendeu com uma voizinha fraquinha ,fraquinha, e soltou o telefone, abismada sentou-se no sofá(por incrível que pareça em cima de minha mão que apoiava-se em equilíbrio) gritou tremula ...

-Nando meu amor vem aqui...chorando muito, Fred morreu ontem naquela troca de tiros que disse...(chorando)

-Não vó estou aqui...(percebendo que não o via)...

Logo apareci num outro lugar, ( ficou claro que estava se despedindo dos entes queridos e triste aceitou... ) desta vez estava na roça onde seus pais moravam avistou a casa e seguiu em frente,não demorou muito e esfregando o nariz na janela(passando para o lado de dentro,desfrutando de seu corpo evaporando,aparecendo do outro lado).



Segui pela sala não vi ninguém, procurei no quarto da irmã (porra, se arrependeu na mesma hora de ter ido procurar) Larissa estava nos finalmente com um rapaz magrelo... enojado(correu passava rapidamente por todos as paredes, seguiu pelo quintal, sentou-se a frente do pequeno lago que refletia o sol escaldante ,e num relapso, acordo no necrotério da cidade, meus pais estavam reconhecendo meu cadáver(estava claro ao lado ,uma luz tão grandiosa, tão chamativa, olhei pela última vez os lindos olhos de meus pais e seguir a luz, logo naquele lugar claro, que não dava para abrir os olhos, avistei uma porta (com o estralo dos dedos a porta abril) era meu julgamento, ajoelhei perante a luz, pedi perdão, e do alto vi Marta beijando loucamente o despojado porteiro, levantei e segui em direção a luz(desta vez transformando-me numa cavalo marinho), acordei assim...

-eu sempre quis sentir meus filhos dentro da barriga... Sua vez de falar quero que diga como morreu e veio parar nesse grande mar belo tubarão.



dedicado ao meu espirito kkkk